Atividade Totem e tabu

Curso de Especialização em Filosofia e Psicanálise.
Aluna: Delma Donizete Silva Coli.
Polo: Cachoeiro de Itapemirim.

Atividade:
Relação do texto “Totem e tabu” e a função do Pai com aquela contida em “Função e Campo da fala e da Linguagem em Psicanálise” a partir do material da disciplina - corresponde à Atividade 10 do Mapa de Atividades.

Em “Totem e tabu” Freud nos apresenta dois pontos importantes da psicanálise que séria a questão do Complexo de Édipo e a questão da hierarquia familiar. Retrata, ainda, sobre o mito da horda primeva e da morte do pai totêmico que fomentará hipóteses da origem das instituições culturais e sociais, e, indo além, desenvolve a construção da religião e da moralidade na sociedade.
Em a função do campo da fala e da Linguagem em Psicanálise de acordo com Lacan apresenta três vertentes que embasam os dois contextos.
A primeira apresenta a Função do imaginário, das fantasias na técnica da experiência e na constituição do objeto nas diferentes etapas do desenvolvimento psíquico. O impulso proveio, aqui, da psicanálise de crianças, e do terreno favorável oferecido às tentativas e às tentações dos investigadores pela abordagem das estruturações pré verbais. É também a que sua culminação provoca agora um retorno, levantando o problema da sanção simbólica a ser dada às fantasias em sua interpretação.
A segunda relata noção das relações libidinais de objeto, que, renovando a idéia do progresso da análise, reformula em surdina sua condução. A nova perspectiva partiu, aqui, da extensão do método às psicoses e da abertura momentânea da técnica a dados de princípio diferente. A psicanálise desemboca então numa fenomenologia existencial, ou até num ativismo movido pela caridade. Também aí se exerce uma nítida reação em favor de um retorno ao eixo técnico da simbolização.
E finalizando com a terceira: Importância da contratransferência e, correlativamente, da formação do psicanalista. Aqui, a ênfase veio dos embaraços do término da análise, que se juntam aos do momento em que a psicanálise didática se encerra com a introdução do candidato na prática. E a mesma oscilação se observa aí: de um lado, e não sem coragem, aponta-se o ser do analista como elemento não desprezível nos efeitos da análise, e que deve inclusive ser exposto em sua conduta no fim da partida; nem por isso se deixa de promulgar energicamente, por outro lado, que nenhuma solução pode provir senão de um aprofundamento cada vez mais intensificado da mola inconsciente. (Lacan, 1953).
Tais apresentações vem contribuir na comparação dos dois textos a questão ainda forte da imposição da hierarquia paterna no desenvolvimento do individuo. Deparando as suas dificuldades em considerar que um sujeito é dominado pelo outro sujeito. E esse “domínio” é explanado em processo terapêutico da pseudo linguagem, que seriam os desejos inconscientes apresentados pelo sujeito em seu processo de analise.
A função do pai no desenvolvimento da linguagem também pode ser apresentado conscientemente sobre reprodução de comportamentos primitivos que desencadeiam uma justificativa verbal para afirmar ações inconscientes.
Tal afirmativa é pontuada por Lacan na página 259 onde relata que: O inconsciente é a parte do discurso concreto, como transindividual, que falta à disposição do sujeito para restabelecer a continuidade de seu discurso consciente.

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